Directora da Saúde de Viana acusada de agredir funcionária e retirar dinheiro da sua conta Express
Directora da Saúde de Viana acusada de agredir funcionária e retirar dinheiro da sua conta Express
rosa manuel

A directora Municipal da Saúde de Viana, Rosa Maria Manuel, é acusada por uma funcionária da instituição de agressão física, humilhação, ameaças de morte e de alegadamente ter retirado valores da sua conta Express, num caso que a denunciante pede que seja investigado pelas autoridades competentes.

Numa carta enviada à redacção do Imparcial Press, Verónica Nachipia Fortunas, de 34 anos, que exerce as funções de secretária da Direcção Municipal da Saúde de Viana, afirma viver actualmente sob medo e receio pela sua segurança e pela da filha.

Segundo Verónica, o episódio ocorreu no dia 31 de Agosto do ano em curso, depois de ter sido chamada ao gabinete da directora municipal. A funcionária afirma que foi acusada de transmitir informações a terceiros e que o seu telefone foi retirado para que fossem verificadas as mensagens.

A denunciante sustenta que a situação terá evoluído para agressões físicas dentro do gabinete, entre as 18h00 e as 22h00, e que posteriormente voltou a ser agredida na presença de dois colegas e de um segurança. Afirma ainda que, durante o episódio, teve a roupa rasgada, foi insultada e obrigada a ajoelhar-se para pedir perdão.

Verónica relata igualmente ter sido pressionada a jurar, em nome da filha, que não revelaria o que alegadamente aconteceu. Mais grave, diz ter recebido ameaças de morte e ter sido advertida para não apresentar queixa, sob a alegação de que existiriam pessoas ligadas ao SIC capazes de realizar “trabalhos sujos” contra si.

Funcionária diz ter provas

A secretária afirma possuir documentos e comprovativos relacionados com movimentações financeiras na sua conta Express, que, segundo o seu relato, poderão ajudar a esclarecer a alegada retirada de dinheiro.

A funcionária chama ainda a atenção para a existência de câmaras de videovigilância nas instalações onde os acontecimentos terão ocorrido, defendendo que as respectivas imagens sejam preservadas antes de eventual eliminação, por poderem contribuir para o apuramento dos factos.

“Não estou a pedir que condenem ninguém sem investigação. Estou a pedir que investiguem os factos”, afirma a denunciante, que diz estar disponível para apresentar documentos, comprovativos e outras informações às autoridades.

Perante a gravidade das acusações, Verónica apela à intervenção das instituições competentes e pede protecção para si e para a filha, alegando recear represálias, perder o emprego ou sofrer algum atentado contra a sua integridade física.

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