França recusa novos passaportes electrónicos angolanos por falta de notificação oficial
França recusa novos passaportes electrónicos angolanos por falta de notificação oficial
JL e Macron2

O Consulado da França em Angola estará a recusar pedidos de vistos apresentados por cidadãos portadores dos novos passaportes electrónicos angolanos, alegadamente por ainda não ter recebido uma comunicação oficial das autoridades angolanas sobre a entrada em circulação do novo documento de viagem.

Segundo informações divulgadas pelo portal Club-K, a representação diplomática francesa considera que, enquanto não houver notificação formal por parte do Estado angolano, os novos passaportes não poderão ser reconhecidos para efeitos de tramitação consular.

A situação tem gerado preocupação entre cidadãos angolanos que já possuem o novo modelo de passaporte e pretendem viajar para França, sobretudo estudantes, empresários e requerentes de vistos Schengen.

Angola iniciou oficialmente a emissão dos novos passaportes eletrónicos em Março de 2026, depois da apresentação pública do documento em Dezembro de 2025.

O novo passaporte incorpora chip biométrico com dados de reconhecimento facial e impressões digitais, seguindo os padrões internacionais definidos pela Organização da Aviação Civil Internacional.

O processo de implementação foi conduzido pelo Serviço de Migração e Estrangeiros, em parceria com a empresa húngara ANY Security Printing Company, responsável pela produção dos documentos, no âmbito de um financiamento assegurado pelo banco estatal EXIM da Hungria.

Apesar das garantias técnicas apresentadas pelas autoridades angolanas, os novos documentos enfrentaram dificuldades desde o início da sua implementação.

Entre as principais reclamações constam falhas na leitura electrónica dos chips, atrasos prolongados na emissão e dificuldades registadas em missões diplomáticas angolanas no exterior.

Especialistas em documentação e migração referem que a aceitação internacional de novos passaportes depende normalmente de notificações diplomáticas formais enviadas aos Estados e organismos internacionais, incluindo actualizações dos sistemas de controlo migratório e bases de dados utilizadas pelos serviços consulares e aeroportuários.

Os novos passaportes angolanos utilizam mecanismos avançados de criptografia e infraestrutura de chaves públicas, tecnologia semelhante à adoptada em documentos biométricos da União Europeia e dos Estados Unidos, com o objectivo de reforçar a segurança contra falsificações e acessos indevidos aos dados dos titulares.

Até ao momento, nem o Governo angolano nem a Embaixada da França em Angola emitiram esclarecimentos públicos oficiais sobre o alegado impasse diplomático e técnico relacionado com o reconhecimento dos novos passaportes electrónicos angolanos.

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