
Funcionários da TAAG – Linhas Aéreas de Angola, afectos à Direcção de Segurança (DSEC), manifestam preocupação com uma eventual redução de efectivos e questionam a gestão do sector, numa altura em que a companhia aérea atravessa um processo de reestruturação e contenção de custos.
Fontes do Imparcial Press relatam que ainda não foi comunicada formalmente a dimensão da eventual redução nem o destino dos trabalhadores que poderão deixar a direcção, situação que estará a gerar insegurança entre os funcionários e respectivas famílias.
Os trabalhadores afirmam ter procurado esclarecimentos junto da direcção, liderada por Luísa Débora Teixeira Hermes, subcomissária da Polícia Nacional, mas dizem não ter recebido, até ao momento, informação formal sobre o processo.
As queixas estendem-se às recentes promoções de Urbino Figueiredo, Logman Gonga, João Braga e Digerjix Braga, atribuídas à direcção de Luísa Hermes.
Os funcionários questionam a experiência técnica de alguns dos nomeados e alegam que determinadas funções de segurança terão sido atribuídas sem o cumprimento dos requisitos de experiência em AVSEC.
As queixas incluem ainda uma alegação de desvio de bens da companhia durante processos de transferência de instalações, envolvendo Urbino Figueiredo. A imputação não foi independentemente confirmada.
A situação surge num contexto mais amplo de mudanças na TAAG. Em Fevereiro, a companhia anunciou medidas temporárias de controlo de custos, incluindo restrições a novas contratações externas e a promoções, mantendo, segundo a administração, a prioridade sobre a segurança operacional.
Em Junho, a TAAG apresentou uma nova estrutura de governação e um programa de transformação orientado para a eficiência, optimização de processos e sustentabilidade financeira.
A segurança da aviação civil é regulada pelo Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil (PNSAC) e por normas alinhadas com o Anexo 17 da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), abrangendo operadores, aeroportos e trabalhadores do sector. A própria estrutura de segurança da TAAG inclui a DSEC, coordenadores de segurança e chefias das respectivas divisões.
Os funcionários defendem que a administração esclareça o futuro da DSEC, os critérios para uma eventual redução de efectivos e os requisitos técnicos aplicados às nomeações, pedindo maior valorização dos quadros formados pela própria companhia e certificados pelas entidades competentes.