Funcionários do Liceu n.º 30 Escola Eiffel sem salários há dez meses
Funcionários do Liceu n.º 30 Escola Eiffel sem salários há dez meses
Escola Eiffel

Os funcionários administrativos do Liceu n.º 30 Escola Eiffel, em N’Dalatando, província do Cuanza Norte, denunciam estar há dez meses sem receber salários e apelam à intervenção das autoridades competentes para a regularização da situação.

Os trabalhadores, ligados às áreas de limpeza e jardinagem, afirmam que cada um tem por receber 414 mil kwanzas relativos aos dez meses de salários em atraso. No total, a dívida reclamada pelos sete funcionários ascende a cerca de 2,898 milhões de kwanzas.

Segundo a denúncia, a situação prolonga-se há vários meses sem que os trabalhadores tenham recebido uma solução concreta por parte da direcção da instituição.

“Somos a sete funcionários administrativos nas áreas de limpeza e jardinagem e estamos a 10 meses sem recebermos os nossos ordenados”, lê-se na denúncia, que foi dirigida à Inspecção Geral do Trabalho no Cuanza Norte, à directora do Liceu n.º 30 Escola Eiffel, Bregilda de Fátima Diogo, e à Direcção Municipal da Educação do Cazengo.

Os trabalhadores afirmam que têm recebido, por parte da direcção da escola, a informação de que os valores em falta já estariam cabimentados. No entanto, segundo relatam, a alegada cabimentação não se tem reflectido nas respectivas contas bancárias.

“Já lá se vão todo esse tempo e até agora nem água vai e nem água vem”, lamentam os trabalhadores, que dizem estar a enfrentar dificuldades para sustentar as respectivas famílias.

Na denúncia, os funcionários recordam ainda o período em que a instituição era dirigida por Márcia dos Anjos Cici, afirmando que, nessa altura, não enfrentavam atrasos semelhantes no pagamento dos salários.

“Também temos famílias”, afirmam, apelando à intervenção das autoridades para que a situação seja esclarecida e os salários em atraso sejam pagos.

Os trabalhadores pedem particularmente a intervenção da Inspecção Geral do Trabalho e das estruturas da Educação no Cuanza Norte, numa tentativa de encontrar uma solução para o problema que afecta os sete funcionários.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido