INAGBE preocupado com permanência de 30% dos bolseiros angolanos no estrangeiro após a formação
INAGBE preocupado com permanência de 30% dos bolseiros angolanos no estrangeiro após a formação
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Cerca de 30% dos estudantes angolanos beneficiários de bolsas de estudo no estrangeiro não regressam ao país após a conclusão da formação académica, situação que preocupa a direcção do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE).

Segundo o director-geral da instituição, Domingos Canguembe, a taxa de regresso dos bolseiros externos ronda os 70%, o que significa que, em cada dez estudantes apoiados pelo Estado angolano para estudar no exterior, cerca de três permanecem nos países onde realizaram a formação.

O responsável reconheceu a existência de casos de bolseiros que, depois de concluírem os respectivos cursos, optam por continuar no estrangeiro, levantando preocupações sobre o aproveitamento dos quadros formados com recursos públicos e a sua contribuição para o desenvolvimento de Angola.

De acordo com Domingos Canguembe, o fenómeno tem maior incidência entre os estudantes que concluem a licenciatura, enquanto os beneficiários de programas de pós-graduação e doutoramento apresentam uma tendência de regresso ao país mais elevada.

A permanência de bolseiros no estrangeiro após a formação constitui um desafio para as políticas públicas de formação de quadros, numa altura em que Angola procura reforçar a disponibilidade de profissionais qualificados em diferentes sectores da economia e da administração pública.

Perante este cenário, o INAGBE pretende reforçar os mecanismos de acompanhamento dos beneficiários de bolsas externas, procurando melhorar o controlo da situação académica e profissional dos estudantes após a conclusão dos respectivos cursos.

A instituição prevê igualmente recorrer aos instrumentos legais aplicáveis, incluindo as normas de protecção de dados pessoais, para aperfeiçoar os procedimentos de acompanhamento dos bolseiros, sem descurar os direitos e as garantias legalmente estabelecidos.

Domingos Canguembe assegurou, entretanto, que o Estado angolano mantém o compromisso de apoiar a formação académica e profissional dos cidadãos, tanto através de bolsas internas como externas.

Os dados divulgados pelo INAGBE indicam que a maioria dos beneficiários regressa ao país após a formação, embora uma parcela significativa permaneça no estrangeiro. A instituição não avançou, contudo, o período de referência dos números apresentados, o universo total de bolseiros abrangidos ou os critérios utilizados para determinar a taxa de regresso.

Também não foram apresentados dados sobre os motivos que levam parte dos estudantes a permanecer no exterior, nomeadamente oportunidades de emprego, condições salariais, perspectivas de carreira ou outras razões pessoais e profissionais.

O esclarecimento destes factores poderá ajudar a compreender melhor o fenómeno e a definir medidas que incentivem o regresso dos quadros formados no estrangeiro e a sua integração no mercado de trabalho nacional.

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