
O jornalista sul-africano Micah Reddy e o seu intermediário djibutiano, Kooki Mahmoud, estão desaparecidos desde sábado, 19 de Setembro, no Djibouti, anunciou o Fórum dos Editores-Chefe Africanos (TAEF), que apelou às autoridades locais para esclarecerem o paradeiro dos dois homens.
Segundo uma nota do TAEF enviada à redacção do Imparcial Press, assinada pelo vice-presidente do TAEF, Emmanuel K. Dogbevi, Reddy, coordenador para África do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), e Mahmoud perderam o contacto com amigos e colegas por volta das 13:00 locais de sábado e, desde então, permanecem incontactáveis.
Micah Reddy encontrava-se hospedado no hotel Escale International, na capital djibutiana, antes do desaparecimento. De acordo com o TAEF, o jornalista não estava no país para trabalhar em assuntos relacionados com o Djibouti.
O fórum pediu às autoridades djibutianas que esclareçam imediatamente o paradeiro dos dois homens e confirmem que se encontram em segurança, além da abertura de uma investigação transparente sobre o desaparecimento.
A organização pediu igualmente que as famílias, colegas e entidades empregadoras dos dois sejam mantidos informados sobre a evolução do caso.
Reddy possui dupla nacionalidade britânica e sul-africana, tendo, segundo o TAEF, as autoridades do Reino Unido e da África do Sul sido informadas do seu desaparecimento.
Até à divulgação da nota, as autoridades djibutianas não tinham respondido aos pedidos de informação apresentados pelos órgãos de comunicação social sobre o paradeiro do jornalista.
O TAEF manifestou “profunda preocupação” com a segurança de Reddy e Mahmoud e defendeu que os jornalistas devem poder viajar livremente e exercer a sua actividade sem restrições.
A organização apelou ainda à Comissão da União Africana para instar as autoridades do Djibouti a garantir transparência sobre o paradeiro e a situação dos dois homens.