Universidade Agostinho Neto limita emissão de diplomas a mestres
Universidade Agostinho Neto limita emissão de diplomas a mestres
FCS da UAN

Estudantes que concluíram as defesas de dissertação de mestrado na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto (UAN) desde Junho de 2026 continuam sem acesso aos respectivos certificados e diplomas, situação que está a comprometer candidaturas e oportunidades académicas e profissionais.

Segundo fontes do Imparcial Press, a Faculdade de Ciências Sociais abriu, em Abril deste ano, uma sessão de defesas para estudantes de mestrado. O primeiro grupo concluiu as defesas até Maio e foi autorizado a tratar normalmente os certificados e diplomas.

A situação terá mudado a partir do segundo grupo, cujas defesas decorreram em Junho. Desde então, os discentes que concluíram as suas dissertações afirmam não ter conseguido iniciar o processo de emissão dos documentos que comprovam a conclusão do grau académico.

De acordo com os estudantes, o Departamento de Investigação Científica, Inovação, Empreendedorismo e Pós-Graduação, dirigido por Etelvino Flores de Jesus Leandro, tem justificado a impossibilidade de atender aos pedidos com a alegação de que a Reitoria da UAN não autorizou a emissão dos certificados e diplomas.

A situação está a gerar preocupação entre os recém-mestres, sobretudo entre aqueles que necessitam da documentação para candidaturas a bolsas, concursos públicos, progressão profissional ou prosseguimento de estudos.

Os estudantes questionam, por isso, se a emissão de um diploma ou certificado depois da conclusão e aprovação da dissertação deve depender de uma autorização específica do reitor ou se a instituição dispõe de procedimentos administrativos próprios para formalizar os graus académicos atribuídos.

Outra questão levantada está relacionada com os emolumentos. Os afectados questionam igualmente se a aplicação da tabela de preços prevista na legislação depende de uma autorização da Reitoria ou se os serviços administrativos da faculdade podem aplicá-la directamente aos processos de certificação.

A diferença de tratamento entre os grupos que defenderam em Abril e Maio e os que concluíram as defesas a partir de Junho é apontada pelos discentes como uma das principais fontes de indignação.

Até ao momento, os estudantes dizem não ter recebido uma explicação pública sobre os fundamentos da alegada suspensão dos processos nem uma previsão para a regularização da emissão dos documentos.

Os afectados apelam à Reitoria da UAN para esclarecer a situação e indicar os fundamentos legais e administrativos que impedem a emissão dos certificados e diplomas, bem como o prazo previsto para a regularização dos processos.

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