José Ribeiro sente-se abandonado pelo regime
José Ribeiro sente-se abandonado pelo regime
J.ribas

O antigo presidente do Conselho de Administração da empresa “Edições Novembro, E.P.”, António José Ribeiro, revelou esta semana que o Estado angolano defraudou as suas expectativas, após a mudança política que se registou em 2017, em Angola, com a saída do malogrado ex-Presidente José Eduardo dos Santos (JES) no poder e na vida política activa.

O jornalista lamenta a forma como foi compulsivamente afastado da comunicação social (e atirado ao deserto) pelo regime do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, depois de dez anos de “bajulação” à figura de JES, defendendo a tese de que [ele, JES] merecia um prémio Nobel da Paz.

O ex-director geral do “Jornal de Angola” (2007 a 2017), o único diário do país, que agora estreia na literatura com a publicação do seu primeiro romance intitulado “Assalto ao Palácio da Cidade Alta”, explica que foi exonerado do cargo que ostentava de uma forma “inesperada” e embaraçosa.

“Eu permaneci em Angola porque tinha o compromisso de honra do Estado angolano de colocar-me numa embaixada como adido de imprensa e esse compromisso não foi honrado até hoje pelo Estado angolano. Em vez disso, passou-me à reforma compulsivamente”, considera.

José Ribeiro diz ainda que chegou a ir responder a tribunal por uma notícia que não redigiu nem foi responsável pela sua publicação no Jornal de Angola.

“Perante estes factos eu decidi que não tinha mais nada, que não queriam saber da minha opinião nem das minhas ideias em Angola”, afiançou Ribeiro, que desde 2021 fixou a sua residência em Portugal.

O Imparcial Press sabe que, em 2019, circulou em backstage informações, segundo as quais, o antigo director geral do “Jornal de Angola” terá sido nomeado para ocupar o cargo de adido de imprensa junto à Embaixada da República de Angola na Federação da Rússia.

Curiosamente, dias depois, José Ribeiro viu revogada a sua nomeação por causa de um processo que tinha no Tribunal de Contas onde era acusado de ter desviado cerca de 25 milhões de dólares da empresa “Edições Novembro”.

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