Juiz que julga o processo de tráfico de droga no Terminal DP World Luanda sob suspeitas
Juiz que julga o processo de tráfico de droga no Terminal DP World Luanda sob suspeitas
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O juiz do Tribunal Provincial de Luanda, Fernando Bumba Kiculo, que julga o processo 225/23-B, de tráfico de 45,64 quilos de cocaína, que envolve o superintendente-chefe António Buila “Toy”, que, curiosamente, é o director do gabinete do 2.º Comandante-Geral da Polícia Nacional, António Pedro Kandela, e um grupo de trabalhadores do Terminal DP World Luanda e seus associados, é acusado de parcialidade na condução do processo.

O grupo é acusado de retirar substâncias ilícitas do Porto de Luanda, provenientes do Brasil. Entre os réus está Olivia Maria Domingos, acusada de transportar a droga para fora do porto. Desde Maio deste ano, o juiz tem ouvido testemunhas e deverá continuar as audiências nas próximas semanas.

As suspeitas de parcialidade emergiram em duas ocasiões recentes. Na primeira, durante uma audiência a 31 de Maio, o Ministério Público e os advogados de defesa solicitaram que o efectivo do Serviço de Investigação Criminal (SIC) apresentasse as provas materiais, especificamente os pacotes de cocaína apreendidos.

No entanto, o agente apresentou apenas um relatório, recusando-se a exibir fisicamente a droga. O juiz aceitou o relatório como suficiente, apesar das objeções do procurador.

Em outra sessão, um funcionário da Administração Geral Tributária (AGT), identificado como Elias, foi encontrado com um resumo da audiência anterior, na qual ele não havia participado. No entanto, o juiz não tomou medidas contra ele.

Estas acções reforçaram as suspeitas de que o juiz estaria a seguir uma agenda para condenar os acusados, especialmente quando ele recusou transformar em arguido o responsável pelas operações do terminal, conhecido como “Gourgel”, que apareceu apenas como testemunha.

O processo, iniciado no primeiro semestre de 2023, resultou na prisão de vários trabalhadores do DP World Luanda, incluindo Norberto Conde e o seu irmão, além do diretor de segurança do terminal, João Papito.

A investigação revelou que esses trabalhadores foram persuadidos por um intermediário a retirar droga dos contentores e entregá-la a Olivia Maria Domingos.

Olivia tentou passar a droga para Tony Buila, um amigo da família e oficial da Polícia Nacional, que recusou e sugeriu que ela entregasse a substância às autoridades. Eventualmente, Olivia levou a droga para a casa de Tony, onde foi presa pelo SIC.

Durante as audiências, também foram ouvidos representantes das empresas Super Hello e Newaco, nas quais foram encontrados pacotes adicionais de droga. A próxima audiência está marcada para o dia 13 deste mês.

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