Mordeduras de cobra fazem cinco mortos em três meses no Cuanza Norte
Mordeduras de cobra fazem cinco mortos em três meses no Cuanza Norte
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Cinco pessoas morreram, entre Julho e Setembro, no município de Cambambe, província do Cuanza Norte, na sequência de mordeduras de serpente, num período em que as autoridades sanitárias manifestaram preocupação com o número de casos registados, sobretudo entre famílias camponesas.

De acordo com dados do Banco de Urgência Municipal de Cambambe, foram atendidos 43 casos de mordedura de cobra nos últimos três meses, dos quais cinco resultaram em morte.

O chefe do Banco de Urgência, Sales Avelino Francisco, explicou que algumas das vítimas foram mordidas quando se deslocavam para as lavras e chegaram à unidade sanitária já em estado considerado grave, situação que terá contribuído para a evolução desfavorável dos casos fatais.

Entre as zonas com maior número de ocorrências estão Casualala, com 13 casos, Quilómetro 14, com nove, Yangapepe, com seis, Caxiça, com cinco, e Danja Menha e Autofi, na Zona 8, com quatro casos cada. Mucoso registou ainda duas ocorrências, segundo os dados divulgados pelas autoridades sanitárias locais.

As autoridades relacionam as cinco mortes, sobretudo, com a chegada tardia das vítimas ao hospital, enquanto os restantes pacientes receberam assistência médica e apresentaram evolução clínica positiva, de acordo com o responsável do Banco de Urgência.

A situação preocupa particularmente as comunidades rurais, onde a deslocação diária para as lavras aumenta a exposição ao contacto com serpentes.

Os relatos apontam igualmente para a presença de cobras nas vias de acesso às zonas agrícolas e para dificuldades de algumas comunidades em obter assistência médica em tempo útil.

Perante o cenário, as autoridades sanitárias apelam às famílias para que procurem imediatamente uma unidade de saúde sempre que ocorrer uma mordedura de cobra, evitando permanecer em casa à espera de uma eventual melhoria dos sintomas.

Os acidentes ofídicos podem provocar manifestações locais e efeitos sistémicos graves quando há inoculação de veneno, pelo que a avaliação e o tratamento médico devem ser realizados com rapidez.

Protocolos clínicos internacionais também recomendam assistência profissional imediata perante uma mordedura, mesmo quando não é possível determinar se a serpente é venenosa.

Os dados divulgados pelas autoridades de Cambambe não especificam as espécies de serpentes envolvidas nem indicam quais os tratamentos utilizados nos 43 casos, incluindo a eventual utilização de soro antiofídico.

A ocorrência coloca ainda em evidência os desafios de acesso rápido aos serviços de saúde nas comunidades rurais, particularmente para populações que vivem ou trabalham longe das unidades sanitárias.

As autoridades sanitárias de Cambambe mantêm o apelo para que qualquer pessoa mordida por uma serpente procure assistência médica com a maior brevidade possível, numa tentativa de reduzir o risco de complicações e novas mortes.

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