Oficiais do SISM denunciam falta de meios para realizar operações
Oficiais do SISM denunciam falta de meios para realizar operações
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Oficiais superiores e especialistas da Direcção Principal de Inteligência Militar Operativa (DPIMO), afecta ao Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM), denunciam alegadas dificuldades de funcionamento e falta de meios materiais para o cumprimento das missões atribuídas ao órgão.

Segundo fontes do Imparcial Press ligadas à DPIMO, oficiais superiores e auxiliares são actualmente obrigados a deslocar-se a pé, alegando que a direcção não dispõe sequer de uma viatura operacional ou de uma motocicleta para apoiar as suas actividades.

As mesmas fontes afirmam que, sempre que surge uma missão, os próprios efectivos são obrigados a fazer “vaquinhas” para alugar viaturas e garantir deslocações relacionadas com actividades de segurança e inteligência militar.

A situação levanta, de acordo com as fontes, dúvidas sobre a utilização das verbas destinadas ao funcionamento da DPIMO e dos seus órgãos auxiliares. “Onde vão os milhões que todos os meses é cabimentado para a Direcção Principal de Inteligência Militar e seus auxiliares?”, questionam.

Privilégios e promoções

As fontes acusam igualmente a chefia do SISM, general João Pereira Massano, de alegadamente privilegiar pessoas próximas na distribuição de viaturas e outros meios, enquanto os especialistas responsáveis por missões operativas permanecem sem condições básicas de trabalho.

Os mesmos levantam ainda queixas relacionadas com a carreira dos efectivos da Inteligência Militar Operativa, alegando que há mais de 12 anos não são promovidos oficiais da DPIMO aos graus de oficiais-generais, apesar de existirem vagas disponíveis.

As fontes do Imparcial Press acusam a actual liderança do SISM de privilegiar promoções de oficiais ligados ao próprio órgão e apontam, como exemplo, recentes promoções que consideram controversas, alegadamente acompanhadas pelo acesso a subsídios que não beneficiariam os efectivos da DPIMO.

Perante o quadro descrito, os oficiais apelam à intervenção do chefe da Casa Militar, general João Ernesto dos Santos “Liberdade”, e do Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, Presidente João Lourenço, para que sejam averiguadas as condições de funcionamento da DPIMO e a aplicação das verbas destinadas ao órgão.

As fontes defendem que a situação merece atenção ao mais alto nível, por considerarem que a falta de meios e o descontentamento interno podem comprometer a capacidade operacional de uma estrutura considerada estratégica para a segurança nacional.

Os denunciantes pedem, por isso, uma auditoria às condições materiais, financeiras e administrativas da DPIMO, bem como esclarecimentos sobre a distribuição de viaturas, subsídios e promoções dentro do SISM.

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