PCA do BPC ameaçado de morte
PCA do BPC ameaçado de morte
Pca do bpc

O presidente do Conselho de Administração do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Carlos Pinheiro, terá sido vítima de vários ameaças de morte durante o processo de reestruturação daquela instituição financeira, segundo revelou a ministra das Finanças, Vera Daves.

No encontro com os jornalistas, promovido pelo Ministério das Finanças na última semana, a titular da pasta das Finanças, salientou que os “resultados extraordinários” registados no processo de reestruturação do BPC tiveram “custos elevados”, que incluíram “inúmeras pressões”, entre as quais, ameaças de morte ao seu presidente do Conselho de Administração.

“O BPC não é um milagre, é disciplina, é sacrifício, é assumir riscos, é ter a sua vida ameaçada, integridade física. Este senhor que está aqui [dirigindo-se ao PCA do BPC, Cláudio Pinheiro] recebeu ameaças de morte. Há um preço a pagar, e ele pagou. Podia ter corrido mal”, revelou a governante, durante o encontro denominado ‘Pequeno-almoço com a imprensa’.

Em análise estiveram, após largos anos no “vermelho”, os lucros na ordem dos 18,9 mil milhões de kwanzas alcançados pelo Banco de Poupança e Crédito, no segundo trimestre deste ano. Vera Daves, que falava para os jornalistas, durante o encontro promovido pelo Ministério das Finanças, admitiu ser “extraordinário” passar de resultados negativos para positivos, tendo defendido uma maior divulgação desse trabalho.

A ministra das Finanças reconheceu, igualmente, que a recuperação do crédito malparado, que passou do BPC para a entidade Recredit, podia ter sido bem melhor, porém, admitiu que “já foi feito bastante”, revelando que há inclusivamente processos em tribunal.

No mesmo encontro, o presidente do Conselho de Administração da Recredit, Valter Barros, anunciou que, em termos de recuperação de crédito, entre 2020/2021, a taxa ficou acima dos objectivos estipulados.

“Alcançámos uma recuperação de 28,9 mil milhões de kwanzas. O ano passado ficámos a 25% do nosso objectivo de recuperação, com 19,8 mil milhões de kwanzas”, explicou.

Válter Barros salientou que foram remetidos a tribunal processos avaliados em 129 mil milhões de kwanzas, incluindo acções executivas, providências cautelares e um processo de insolvência, pertencente à sociedade comercial de um empresário muito famoso, que não tinha condições de pagar o valor em dívida.

“É suposto os processos de insolvência terem uma rapidez do processamento em tribunal, mas aqui em Angola, infelizmente, estamos há dois anos e o processo não foi julgado”, frisou, lamentando.

O BPC conta, actualmente, com 270 agências/balcões nas 18 províncias do país.

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