Subinspector da Polícia Nacional morto a tiro no Cazenga
Subinspector da Polícia Nacional morto a tiro no Cazenga
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Um subinspector da Polícia Nacional, de 54 anos, foi morto a tiro na madrugada deste sábado, 23 de Agosto, na comuna do Kima Kieza, bairro Terra Vermelha, município do Cazenga, em Luanda.

A vítima, identificada como Manuel Miranda Francisco, estava colocado na esquadra da Cupoe, afecta ao Comando Municipal do Cazenga, e pertencia à Polícia de Segurança e Ordem Pública (PSOE).

Segundo o porta-voz da Polícia Nacional em Luanda, superintendente-chefe Nestor Goubel, o caso foi registado como homicídio qualificado com recurso a arma de fogo. O piquete do Comando Municipal do Cazenga tomou conhecimento da ocorrência por volta das 06h24.

De acordo com relatos da família, Manuel Francisco terá saído de casa na noite de sexta-feira, 22 de Agosto, depois de regressar do serviço, para beber um copo de capuca nas proximidades da sua residência, no bairro Malueca, município de Cacuaco.

Uma das filhas da vítima, Ana Bela Francisco, contou que o pai regressou a casa por volta das 22h00, pegou na sua arma de serviço e voltou a sair, alegando ter recebido uma chamada telefónica.

A família terá tentado demovê-lo de sair novamente, mas o agente garantiu que regressaria pouco depois.

Por volta das 02h00, os familiares terão ouvido vários disparos. Cerca das 05h00, receberam a informação de que Manuel Francisco se encontrava caído junto ao desvio do Malueca, do outro lado da estrada.

O agente apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo na cabeça. A sua pistola terá sido igualmente levada pelos autores, que permanecem por identificar.

Um dos filhos do malogrado, Benito Manuel Francisco, recordou que ainda na sexta-feira acompanhou o pai até ao local onde comprou a bebida.

“Convidou-me para beber, como tem sido sempre, mas rejeitei. Deu-me 1.000 kwanzas para comprar gasosa e depois voltámos para casa”, relatou.

A família pede que as autoridades esclareçam as circunstâncias do crime e identifiquem os responsáveis.

“Queremos que a justiça seja feita e que a Polícia trabalhe para encontrar os implicados, para que sejam responsabilizados criminalmente pelo acto cometido”, apelou o filho.

Vizinhos descrevem Manuel Francisco como uma pessoa alegre e bem relacionada na comunidade, afirmando que não era conhecido por ter conflitos com moradores da zona.

O subinspector deixa viúva e cinco filhos, com idades compreendidas entre os 12 e os 30 anos.

A Polícia Nacional já desencadeou diligências investigativas para esclarecer as circunstâncias do homicídio, identificar os autores e localizar a arma de fogo subtraída.

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