Uíge: Funcionários da TPA exigem a exoneração de Rita Solanje
Uíge: Funcionários da TPA exigem a exoneração de Rita Solanje
TPA uige

O colectivo de funcionários do centro de produção da Televisão Pública de Angola (TPA), na província do Uíge, exige a exoneração imediata da actual directora local, Rita Solanje, por alegadas “constantes violações graves” ao funcionalismo público contra seus subordinados e abuso de confiança.

Rita Solange é, igualmente, acusada de apropriação de residências destinadas a trabalhadores da TPA, desvio de dinheiro e viaturas, acrescido de abuso de poder, de acordo com uma carta enviada ao Presidente do Conselho de administração (PCA) da TPA, Francisco Mendes, e ao Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA)-Uíge, a qual o Imparcial Press teve acesso.“

“O colectivo pede a exoneração imediata da jornalista Rita Solanje, por formas a não continuar a prejudicar o bom funcionamento do Centro de Produção, e porque já não existe clima suficiente para os funcionários continuarem a lidar com esta senhora. Que ela autorize os colegas que escreveram ao PCA a cedência das casas da Centralidade do Horizonte do Quilumosso; do mesmo modo, que ela autorize o abate das viaturas aos colegas que as solicitaram ao PCA”, apela a missiva.

Consoante a fonte, o descontentamento manifestado pelo colectivo de funcionários da TPA/Uíge resulta na forma grosseira e abusiva em como Rita Solanje dirige a instituição, considerando os seus subordinados de inúteis, irresponsáveis, incompetentes, com recurso à linguagem ofensiva, e, na maioria das vezes, comparando-os, com total desprezo, aos profissionais de outras estações televisivas.

“Todos os dias chegam-nos de Luanda e de outros centros de produção, informações sobre a forma como a directora Rita queixa-se de nós, chegando a chamar as pessoas de giz ao invés de quadros”, lamentam.

A denúncia revela ao Imparcial Press que Rita Solanje, de forma “egocêntrica”, acumula cargos de administrativa, técnica e editorial para, de forma objectiva, desacreditar as competências dos funcionários da TPA no Uíge, junto do PCA.

Para o efeito, Solange contratou, oficiosamente, os seus amigos como “Dr. Kikongo e Dr. Mona Panzu (exonerado recentemente do cargo que ostentava no ISCED/Uíge) ” para corrigir os textos das reportagens dos jornalistas, a quem Solanje considera “medíocre”.

“Temos conhecimento de que o actual director da RNA também tem estado a corrigir os textos da TPA e é um espécie de chefe de Informação/sombra aqui no Uíge”, salienta a missiva.

Apropriação de casas

Por outro lado, revela a fonte, nos últimos dois anos, Rita Solanje recebeu do governo provincial do Uíge, um total de seis apartamentos, mas acabou por distribuir aos colegas que são, supostamente, seus confidentes, sem que, no entanto, precisasse de conversar com seus colaboradores, muito menos do parecer do PCA da TPA, arrogando-se merecer da mais alta confiança de Francisco Mendes.

“Temos também conhecimento de que atribuiu uma das casas à sua sobrinha que é funcionária da AGT”, afirma a fonte, nas entrelinhas.

“Ao sairmos da centralidade do Quilumosso, duas casas ficaram desabitadas. É nesta que a directora Solanje quer promover um sorteio para ver com quem fica uma das casas, já que a outra será casa de passagem da TPA”, avança a fonte, questionando a criação de sorteio para uma única residência para mais de dez funcionários.

“E a pergunta é; se a senhora recebeu seis casas e distribuiu a pessoas de sua confiança sem precisar fazer sorteio, nem parecer do PCA, porquê quer promover agora sorteio por uma só casa?… Porquê é que nas seis casas não reservou uma para ser a casa de passagem?”, questionaram.

Embora em posse de seis casas, uma das quais destinada como casa de trânsito da TPA/Uíge, Rita Solanje recebeu, recentemente, em sua própria casa, no Uíge, duas delegações do PCA da TPA em visita naquela província, para ostentar as suas condições, como garantia de permanência no cargo.

“Rita Solanje faz parte de um grupo restrito de confiança do PCA, e goza de aproximação com o governador do Uíge. Isso, segundo ela mesma, garante tempo suficiente para se manter no cargo no Uíge e passa a vida a sujar a imagem dos quadros para não poderem ser nomeados”, realçou.

Desvio de viaturas

De igual modo, alguns profissionais solicitaram ao PCA o abate de viaturas que já não oferecem garantia. Entretanto, afirma a fonte, Rita Solanje tem estado a influenciar para que os seus colegas não sejam contemplados, porque, supostamente, pretende atribuir viaturas aos seus parentes, que, brevemente, um dos quais pode vir a ser nomeado no cargo de chefe de conteúdos da TPA, no Uíge.

A fonte vai ainda mais longe e afirma, que, de forma abusiva, Solanje permitiu que um motorista (Ricardo Vita), seu confidente, tomasse posse ilegal da viatura da TPA, usando-a 24 horas por dia para fins pessoais, um bem do Estado que deveria servir a todos os funcionários da TPA no Uíge.

“Este mesmo motorista já destruiu uma viatura num acidente quando queria passar o réveillon no Cuanza Norte, sem o conhecimento da direcção da empresa. Temos conhecimento de que a senhora Rita Solanje está a influenciar junto da TPA-Sede para que este motorista possa abater a mesma viatura. Este foi um dos felizes contemplados com a oferta de casa. Ele é apelidado pelos colegas como sendo o director-adjunto, tanto é que, quando sai de férias, se não levar a viatura, deixa a mesma parqueada e ninguém pode mexer”, lamentam.

Ainda na senda dos abusos de confiança, Solanje chegou a obrigar o operador de câmara, Anjo Fiel, a regressar do município de Maquela do Zombo de táxi (numa viatura de marca Toyota Corrola), com o equipamento, enquanto ela ficou em Maquela do Zombo, com a viatura para atender ao suposto amante.

“Ela obrigou as equipas de reportagem a “matarem a agenda”, tudo porque entregou a única viatura que estava disponível ao amante (J-Cani), para ir fazer fisioterapia”, disse a fonte.

Rita Solange, é ainda denunciada de permitir que um trabalhador (que presta serviço de segurança da empresa), sem carta de condução, conduza as viaturas da TPA, levando as equipas de reportagem até aos municípios, colocando as vidas dos profissionais em risco.

Desvio de dinheiro

O Imparcial Press apurou, junto de fontes próximas à directora da TPA no Uíge, Rita Solanje, que nas vésperas da inauguração do novo centro de produção, a mesma terá recebido dinheiro, sem especificar o valor, de cinco administrações municipais, como apoio para o acto inaugural, tendo ela dado um destino, até hoje desconhecido.

“A directora Rita recebeu também do ex-presidente do ISCED, um valor monetário para apoiar a inauguração do Centro de Produção, uma vez que o mesmo centro já teria sido inaugurado”.

Devido às sua atitudes grosseiras e má gestão do bem público, tem estado a provocar fuga dos profissionais, sendo que, dois profissionais da casa foram obrigados a deixar a TPA-Uíge e migrar para a província do Bengo, como forma de se escaparem de uma eventual expulsão, uma vez que Rita Solange, na ocasião, prejudicou-os com processos disciplinares, injúrias e difamação.

“Como consequência, estamos a sacrificar o único editor de imagem que não consegue gozar as suas merecidas férias e tem que trabalhar até à exaustão”, realçou a fonte, alegando que existe neste momento relatos de outros dois colegas estarem prestes a deixar a TPA/Uíge.

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