Autoridades identificam irregularidades na empresa COPEBE após denúncia
Autoridades identificam irregularidades na empresa COPEBE após denúncia
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Após a denúncia publicada pelo Imparcial Press sobre atrasos salariais e condições laborais precárias na empresa de segurança privada COPEBE, localizada na rua da Liberdade, na Vila Alice, em Luanda, uma equipa do Departamento de Segurança Privada, da Direcção de Segurança Pública e Operações (DISPO) da Polícia Nacional, realizou uma acção de fiscalização para avaliar a situação.

A inspecção foi motivada por alegações de irregularidades administrativas, incluindo salários em atraso, divulgadas em Novembro de 2024 (veja aqui: Trabalhadores da COPEBE denunciam atrasos salariais e condições laborais precárias).

Durante a acção, os inspectores verificaram a documentação exigida para o exercício da actividade de segurança privada, como licenças e autorizações, além de examinar os procedimentos internos da empresa.

Paralelamente, as questões relativas ao não pagamento de salários e subsídios foram encaminhadas para a Inspecção Geral do Trabalho do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) para averiguações detalhadas e medidas correctivas.

Os trabalhadores da COPEBE relataram ao Imparcial Press estar há cinco meses sem receber salários, além de subsídios de férias no valor de 21.000 kwanzas e de alimentação, estipulados em 9.600 kwanzas mensais, estavam atrasados por períodos de dois a três meses.

A situação levantou preocupações sobre o cumprimento das obrigações trabalhistas e o impacto directo nas condições de vida dos trabalhadores, cujos salários nem chega para adquirir uma cesta básica.

A precariedade financeira obrigou alguns trabalhadores a recorrerem a actividades paralelas, como lavar e estacionar viaturas nos postos de trabalho, para garantir sustento ou cobrir despesas de transporte.

Muitos afirmam enfrentar dificuldades no pagamento de rendas, alimentação, cuidados de saúde e propinas escolares, agravadas pelos constantes atrasos salariais.

A COPEBE presta serviços de segurança a grandes empresas e instituições, como o Finibanco, ENSA Seguros de Angola, Coca-Cola Bottling, DSTV Angola, Nestlé, Braincom, China International Fund Limited, Maersk, Cuca, Sim Chefe, Vidrul e várias embaixadas.

Contudo, os trabalhadores mostram-se cépticos em relação a uma resolução judicial. A empresa é alegadamente controlada por figuras proeminentes do regime angolano, incluindo o ex-ministro do Interior, Roberto Leal Monteiro “Ngongo”, e dois generais das Forças Armadas Angolanas.

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