
Um grupo de professores da Escola Portuguesa de Luanda (EPL) anunciou uma greve de cinco dias, de 24 a 28 de fevereiro, em protesto contra as desigualdades salariais na instituição, avançou o Novo Jornal.
Os docentes denunciam a precariedade dos salários, que consideram insuficientes para cobrir despesas básicas num contexto de elevado custo de vida em Angola.
Segundo os manifestantes, as condições laborais estão longe de ser equitativas, com diferenças significativas entre os professores do quadro, os que se encontram em mobilidade estatutária e os contratados.
A decisão da greve surgiu após uma reunião com o Sindicato de Todos os Professores (STOP), na qual se discutiu a falta de soluções concretas por parte do Ministério da Educação, Ciência e Inovação de Portugal.
Os professores alegam terem sido “enganados” pelo governo português, que teria prometido um subsídio para docentes das escolas portuguesas no estrangeiro, mas sem qualquer implementação até ao momento.
“Estamos a receber pelo 1.º índice da tabela salarial de Portugal (1.657 euros), e mesmo assim, com os descontos, ficamos com valores muito abaixo do que receberíamos se estivéssemos em Portugal”, explicou uma das docentes ao Novo Jornal.
Na EPL, há professores em mobilidade estatutária, que beneficiam de regalias como seguro de saúde, viagens para familiares e salários pagos em Portugal sem impostos. Em contraste, os docentes do quadro, os do mapa residual e os contratados enfrentam condições mais precárias.
“Os que estão em mobilidade têm excelentes condições e nós, os restantes, estamos muito longe disso. Mas, em termos de carga de trabalho, é igual para todos”, lamentou uma professora.
Os grevistas exigem um ajuste salarial e medidas que garantam equidade dentro do corpo docente da Escola Portuguesa de Luanda.