Cimeira Pan-Africana da Juventude: Comissão organizadora aprova agendas das sub-comissões
Cimeira Pan-Africana da Juventude: Comissão organizadora aprova agendas das sub-comissões
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A Comissão Organizadora da Cimeira Pan-Africana da Juventude reuniu-se, terça-feira, em Luanda, sob a presidência de Isaías Kalunga, coordenador geral do evento e Conselheiro do Presidente da República para os Assuntos da Juventude, com o objectivo de discutir e aprovar as agendas de trabalho das sub-comissões responsáveis pela execução técnica e logística da cimeira.

A reunião decorreu na sequência da visita da delegação da União Pan-Africana da Juventude (UPJ), liderada pelo seu Secretário-Geral, Bening Ahmed Wisichong, que realizou uma missão de constatação ao país.

A delegação elogiou a capacidade organizativa de Angola e validou a escolha de Luanda como cidade-sede do evento.

“Esta cimeira é mais do que um encontro de jovens; é um símbolo de uma nova era de mobilização continental com base na voz da juventude. Angola está a mostrar que pode liderar com visão, estrutura e vontade política”, destacou Bening Wisichong, na ocasião.

Durante os trabalhos da comissão, foram aprovados os documentos norteadores das Sub-Comissões, incluindo os planos logísticos, estratégias de comunicação, directrizes protocolares e mecanismos de gestão operacional.

Isaías Kalunga sublinhou a importância de garantir um evento à altura da responsabilidade continental assumida por Angola.

“Trata-se de um compromisso com África, com a juventude e com o futuro. O nosso objectivo é realizar uma cimeira que honre não só o nome de Angola, mas também o do Presidente João Lourenço, enquanto Presidente em exercício da União Africana e Campeão da Paz. Esta cimeira marcará um ponto de viragem”, afirmou Kalunga.

Contextualização histórica

A Cimeira Pan-Africana da Juventude realiza-se sob a égide da União Pan-Africana da Juventude (UPJ), fundada em 1962, em Argel, como braço mobilizador da Organização da Unidade Africana (OUA), com o objectivo de promover a solidariedade, o desenvolvimento e a liderança juvenil no continente.

Desde então, a UPJ tem sido uma plataforma para a formação política, cívica e económica dos jovens africanos.

A edição de 2025, a primeira a ser realizada num país lusófono, tem como lema “Juventude Africana Unida por Paz, Desenvolvimento e Inovação” e acontecerá entre 9 e 12 de Agosto, coincidindo com o Dia Internacional da Juventude.

Serão abordados temas como governação participativa, transformação digital, empreendedorismo juvenil, educação inclusiva e resiliência climática.

Perfis dos principais líderes envolvidos

  • Isaías Kalunga: Presidente do Conselho Nacional da Juventude de Angola, é actualmente uma das figuras mais influentes da juventude africana. Conselheiro do Presidente João Lourenço para assuntos juvenis, tem promovido iniciativas de liderança jovem, inclusão social e desenvolvimento sustentável. É também membro da Comissão Consultiva da Juventude da União Africana.

  • Bening Ahmed Wisichong: Secretário-Geral da UPJ, originário do Gana, tem defendido uma maior autonomia e protagonismo da juventude africana nos processos de tomada de decisão política. Com formação em Relações Internacionais, é conhecido pela sua diplomacia jovem e defesa da integração regional.

Perspectivas e impacto esperado

Espera-se a presença de mais de 200 líderes juvenis, provenientes dos 55 Estados-membros da União Africana, bem como representantes de organizações internacionais e parceiros multilaterais.

O evento será palco para a apresentação de iniciativas de impacto continental, como o Fundo Africano para a Inovação Jovem e a criação de um Observatório Pan-Africano da Juventude.

“Esta cimeira será uma oportunidade de criar redes de cooperação juvenil entre países africanos e projectar políticas públicas sustentáveis, lideradas por jovens para jovens”, reforçou Kalunga.

O Governo angolano, através do Ministério da Juventude e Desportos, em articulação com outros departamentos ministeriais, está a mobilizar recursos técnicos e financeiros para garantir o sucesso do evento, que poderá vir a ser um modelo de boas práticas para futuras cimeiras continentais.

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