
O Tribunal da Comarca do Moxico condenou, na segunda-feira, um cidadão de 36 anos, identificado por Daniel Jones, a nove anos e dois meses de prisão pelo crime de ofensas graves à integridade física, na sequência da amputação dos órgãos genitais de um jovem de 22 anos.
O crime ocorreu em Janeiro de 2025, quando a vítima foi encontrada gravemente ferida na via pública por efectivos da Polícia Nacional em serviço de patrulhamento, tendo sido encaminhada para o Hospital Geral do Moxico com os órgãos genitais transportados num saco plástico.
Segundo o despacho de pronúncia apresentado esta segunda-feira, a agressão teve lugar no bairro Alto Luena, depois de a vítima ter sido abordada pelo arguido, que se fazia acompanhar de uma mulher identificada como Elsa Maria Pedro, conhecida por “Nagrelha”.
De acordo com o tribunal, a co-arguida solicitou à vítima 50 kwanzas para comprar cigarros, pedido que foi recusado, desencadeando uma agressão violenta por parte de Daniel Jones.
Munido de uma lâmina, o arguido desferiu um golpe na região genital da vítima, provocando a amputação traumática do pénis e de um dos testículos, o que resultou na invalidez permanente da sua função sexual.
Na sentença lida pela juíza de direito Elvira Gonda, Daniel Jones foi condenado a nove anos e dois meses de prisão, enquanto a co-arguida Elsa Maria Pedro foi sentenciada a oito anos e dois meses de prisão, como cúmplice no crime.
O tribunal determinou ainda o pagamento de uma indemnização de um milhão de kwanzas por cada um dos arguidos à vítima, além de 100 mil kwanzas correspondentes à taxa de justiça.
Vítima considera pena insuficiente
Em declarações à imprensa, a vítima considerou a pena aplicada “branda” face à gravidade dos factos. “Não estou satisfeito. É uma situação que me provocou um trauma profundo. Ainda não tenho filhos e perdi a possibilidade de os ter”, lamentou.