
Mais de 150 finalistas dos cursos de Enfermagem e Análises Clínicas do Colégio Pingos de Arvoredos denunciam alegadas práticas de burla e má gestão académica por parte da direcção da instituição.
Segundo encarregados de educação e estudantes ouvidos pela reportagem, os alunos concluíram o ano lectivo 2024–2025, mas continuam sem receber os certificados que lhes permitiriam inscrever-se e exercer a profissão em unidades hospitalares.
De acordo com as denúncias recolhidas, a directora do colégio, Deolinda Mota, terá recebido mais de 200 mil kwanzas por cada finalista, num universo estimado em cerca de 150 estudantes, valor que, segundo os encarregados, deveria garantir a emissão dos certificados e a regularização do processo académico. Contudo, desde Julho de 2025 até à presente data, os documentos nunca foram entregues.
Encarregados de educação como Paulo Joaquim, Fernanda Joana e Mateus Rodrigues afirmam que, sempre que procuram esclarecimentos junto da direcção, são recebidos com arrogância e desrespeito. Segundo estes relatos, a directora terá chegado a proferir palavrões contra alunos que tentaram reclamar pelos seus direitos.
“Os nossos filhos terminaram o curso, pagaram tudo o que foi exigido, mas continuam impedidos de trabalhar. Quando questionamos, somos humilhados”, afirmou um dos encarregados, que pediu anonimato por receio de represálias.
Fontes ligadas ao sector da educação disseram ainda à reportagem que o IMIS e a ORDENFA não reconhecem o curso ministrado pelo Colégio Pingos de Arvoredos, o que levanta sérias dúvidas sobre a legalidade e a validade da formação oferecida pela instituição.
Esta situação agrava o drama vivido pelos finalistas, que permanecem desempregados e sem perspectivas profissionais.
Apesar das várias tentativas de contacto, a direcção do colégio não respondeu às acusações até ao fecho desta reportagem. O espaço permanece aberto para o exercício do direito de resposta.
Entretanto, estudantes e encarregados de educação exigem a intervenção urgente das autoridades competentes, pedindo esclarecimentos, responsabilização dos envolvidos e a devolução dos valores pagos, caso as irregularidades venham a ser confirmadas.
in Rádio Casimiro