Pensionistas da Caixa Social do MININT denunciam burocracia e dificuldades no acesso a consultas médicas
Pensionistas da Caixa Social do MININT denunciam burocracia e dificuldades no acesso a consultas médicas
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Beneficiários da Caixa Social do Ministério do Interior (MININT), em particular pensionistas e reformados, denunciam dificuldades crescentes no acesso a cuidados de saúde, devido à exigência de documentos adicionais para marcação de consultas em unidades hospitalares sob tutela do sector da Defesa e Segurança.

As reclamações têm-se multiplicado entre antigos efectivos das forças de defesa e segurança, muitos dos quais enfrentam problemas de mobilidade e doenças crónicas associadas à idade, tornando difícil o cumprimento de exigências administrativas consideradas excessivas pelos utentes.

Um dos casos reportados ao Imparcial Press envolve um reformado com problemas cardíacos que, após uma consulta no Hospital Militar Principal, recebeu uma requisição médica para acompanhamento especializado em cardiologia.

No entanto, ao tentar efectuar a marcação da consulta, foi informado de que deveria apresentar uma prova de vida e uma guia emitida pela Caixa Social do Ministério do Interior.

Segundo o beneficiário, a exigência obrigou-o a deslocar-se entre diferentes instituições para obter a documentação necessária, apesar das limitações físicas decorrentes do seu estado de saúde.

“Somos reformados, muitos já com idade avançada e dificuldades de locomoção. Não faz sentido exigir que um doente tenha de percorrer vários serviços para obter documentos que poderiam ser emitidos no próprio hospital”, lamentou.

Os utentes defendem que a criação de balcões permanentes da Caixa Social do MININT e da Caixa Social das Forças Armadas dentro das unidades hospitalares permitiria reduzir constrangimentos e facilitar o atendimento aos pensionistas.

A situação surge numa altura em que o Executivo tem vindo a promover programas de simplificação administrativa e digitalização dos serviços públicos, com o objectivo de reduzir a burocracia e aproximar os serviços dos cidadãos.

Para os beneficiários, contudo, algumas práticas continuam a contrariar esse propósito, obrigando cidadãos idosos e doentes a enfrentar longas deslocações para obter documentos exigidos por diferentes instituições do Estado.

Fontes ligadas aos utentes consideram que o actual modelo penaliza particularmente os reformados com doenças crónicas, defendendo uma revisão urgente dos procedimentos administrativos para garantir um acesso mais célere e humanizado aos serviços de saúde.

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