Gémeas mulas angolanas detidas na Suíça com 90 quilos de canábis arriscam pena reduzida
Gémeas mulas angolanas detidas na Suíça com 90 quilos de canábis arriscam pena reduzida
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As gémeas portuguesas de origem angolana Leila e Laila Lourenço detidas no dia 24 de Junho do ano em curso, no Aeroporto de Genebra, na Suíça, com cerca de 90 quilos de canábis, deverão permanecer em prisão preventiva durante pelo menos três meses, enquanto decorre a investigação.

Apesar da elevada quantidade de droga apreendida, a legislação aplicável no cantão de Genebra poderá resultar numa pena relativamente reduzida, que, segundo a imprensa portuguesa, não deverá ultrapassar um ano de prisão.

As duas jovens foram detidas a 24 de Junho, durante uma inspeção de rotina às bagagens realizada pelos serviços aduaneiros suíços no Aeroporto de Genebra. Em cada uma das malas foram encontrados cerca de 45 quilos de canábis, acondicionados de forma a tentar escapar ao controlo das autoridades.

Após serem presentes a um juiz de instrução, foi-lhes aplicada a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva, tendo o tribunal considerado existir risco de fuga, por serem cidadãs estrangeiras.

O Ministério Público de Genebra dispõe agora de um prazo estimado de três meses para concluir a investigação e deduzir a acusação formal.

Segundo a investigação, as irmãs viajavam num voo proveniente de Banguecoque, na Tailândia, tendo feito escala no Dubai antes de seguirem para Genebra, de onde pretendiam prosseguir viagem para Lisboa.

As autoridades suíças acreditam que a droga foi recolhida na Tailândia e tinha como destino final Portugal, no âmbito de uma alegada rede internacional de tráfico de estupefacientes.

De acordo com informações divulgadas pelo Correio da Manhã, a legislação do cantão de Genebra prevê um tratamento penal menos severo para crimes relacionados com canábis e haxixe do que para outras drogas ilícitas.

Por esse motivo, embora a quantidade apreendida seja elevada, as duas arguidas poderão beneficiar de uma moldura penal mais favorável, sendo expectável uma condenação inferior a um ano de prisão.

Investigação decorre na Suíça

O processo está integralmente sob jurisdição das autoridades suíças, cabendo ao Ministério Público de Genebra conduzir a investigação criminal. As autoridades portuguesas apenas poderão intervir caso recebam um pedido formal de cooperação internacional por parte da Suíça.

O caso ganhou inicialmente projeção mediática depois de familiares terem reportado o desaparecimento das duas jovens durante uma viagem ao estrangeiro. Dias mais tarde, o Imparcial Press noticiou em primeira mão que Leila e Laila se encontravam detidas em Genebra, após a apreensão da droga nas suas bagagens.

A investigação prossegue para apurar o eventual envolvimento das duas jovens numa organização internacional dedicada ao tráfico de droga e identificar os restantes elementos da alegada rede que terá organizado o transporte da canábis desde a Tailândia até à Europa.

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