SIC desmantela grupo que tentava desviar 10 mil milhões de dólares de bancos nacionais
SIC desmantela grupo que tentava desviar 10 mil milhões de dólares de bancos nacionais
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O Serviço de Investigação Criminal (SIC), deteve, em Luanda, oito indivíduos, sete dos quais angolanos e um brasileiro, suspeitos de integrarem uma associação criminosa que preparava uma transferência bancária fraudulenta avaliada em 10 mil milhões de dólares, visando instituições financeiras angolanas.

Segundo o porta-voz da DIIP, intendente Quintino Ferreira, o grupo contava com a alegada colaboração de funcionários de instituições públicas e privadas para facilitar o desbloqueio de contas, obter informações privilegiadas e criar mecanismos irregulares que justificassem as transacções ilícitas.

As investigações preliminares indicam que a organização já realizava operações bancárias ilegais no país e dedicava-se à prática de crimes informáticos, como invasão de sistemas bancários, interceptação fraudulenta de códigos, burla informática, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.

De acordo com a Polícia, os suspeitos utilizavam equipamentos informáticos e outros recursos tecnológicos para interferir nos sistemas de instituições bancárias nacionais, entre elas o BFA, BIC, BAI, BCI e Banco Millennium Atlântico.

O caso foi desencadeado na sequência de uma denúncia que levou à realização de uma operação policial, culminando no desmantelamento parcial da associação criminosa, apontada como integrante de uma rede de criminalidade organizada transnacional dedicada à realização de transacções bancárias ilícitas.

A denúncia inicial referia o alegado sequestro de um cidadão brasileiro de 38 anos, que havia entrado em Angola no dia 24 do mês passado para, alegadamente, prestar serviços de informática numa universidade.

No entanto, durante as diligências, realizadas no dia 20 deste mês, os investigadores localizaram um apartamento no município do Kilamba, onde encontraram o cidadão brasileiro na companhia de sete angolanos.

A situação levou a DIIP a concluir que o estrangeiro era um hacker, recrutado por cidadãos nacionais através das redes sociais para integrar o grupo e interferir nos sistemas bancários com o objectivo de efectuar transferências ilícitas de elevados montantes.

As investigações permitiram ainda concluir que não se tratava de um caso de sequestro, mas sim de uma organização criminosa transnacional autodenominada “TERMINAL – Linha de Comando”, composta por cidadãos angolanos, brasileiros, nigerianos e namibianos.

Os oito detidos foram encaminhados ao Gabinete de Cibercriminalidade e Prova Electrónica da Procuradoria-Geral da República, onde foram ouvidos preliminarmente e, devido à gravidade dos factos, apresentados ao juiz de garantias para o primeiro interrogatório judicial.

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