
O Governo de Moçambique manifesta a pretensão de deportar o cidadão angolano Eugénio Quintas, mais conhecido por “Man Gena”, e a sua família, se encontram detidos na 1ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), por entrarem naquele país lusófono de forma irregular via África do Sul.
Man Gena, ex-membro do grupo de gang HDA e traficante de droga, saiu clandestinamente da capital angolana (Luanda) via a República da Namíbia, de carro, fugindo das autoridades angolanas que pretendem levá-lo às barras da justiça para responder às acusações que pesam sobre si.
Após denunciar alguns membros do Executivo de João Lourenço, tais: o ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, o director geral adjunto do Serviço de Investigação Criminal, Fernando Receado, entre outros, que transformaram o país num mini cartel de narcotráfico.
Segundo as informações tornadas públicas pela Rede Moçambicana dos Defensores de Direitos Humanos (RMDDH), Man Gena e a sua família correm o risco de serem deportados pelas autoridades locais, que alegam entrada ilegal no território nacional.
“A grande preocupação para os defensores de direitos humanos da região é que o jovem ‘Man Gena’ corre sérios riscos de silenciamento em Angola, para onde as autoridades moçambicanos o querem mandar de volta”, escreveu Emídio Beúla da RMDDH.
Vale realçar que, Man Gena, a sua esposa (grávida) e seus dois filhos menores, foram recolhidos para a 1ª Esquadra da PRM no passado domingo, 26 de Fevereiro, após serem vítimas de um suposto sequestro perpetrado pelos efectivos do SIC quando entrava para um restaurante, localizado no Shopping Maputo.
Em declarações, na altura, ao portal Club-K, o mesmo descreveu que, ao entrar para o restaurante, um homem armado desceu de uma motorizada tentando agarrá-lo, enquanto um segundo grupo abria o porta-bagagem de uma viatura, levando Man Gena a concluir que seria uma tentativa de rapto.
De acordo com o mesmo, a alegada tentativa de rapto foi abortada por agentes da polícia moçambicana que foram alertados do sucedido, visto que a sua esposa estava aos gritos denunciando que o esposo estava a ser sequestrado por elementos angolanos.
O elemento que tentou agarrar “Man Gena” pelas costas fazia-se transportar numa motorizada da marca chinesa Linkgen e aparentava ser de origem angolana, por causa do sotaque. Logo a seguir, aos gritos da esposa, um grupo de agentes da polícia moçambicana foi chamado ao local levou “Man Gena”, a esposa e os dois filhos menores para a 1ª Esquadra, onde se encontram sob custódia policial em condições deploráveis.