Brasil: Mara Quiosa impedida de visitar João Lourenço no InCor
Brasil: Mara Quiosa impedida de visitar João Lourenço no InCor
mara quiosa

A vice-presidente do MPLA, Mara Regina da Silva Baptista Domingos Quiosa, foi impedida de visitar o Presidente da República, João Lourenço, durante uma deslocação discreta que efectuou, na semana passada, ao Brasil, apurou o Imparcial Press.

As informações recolhidas pelo Imparcial Press indicam que Mara Quiosa viajou a São Paulo numa missão de poucas horas, regressando a Luanda na noite de sábado.

O objectivo da deslocação era visitar o Chefe de Estado, internado no Instituto do Coração (InCor), mas a dirigente não chegou a vê-lo nem a manter qualquer contacto com o Presidente, devido ao estado clínico em que este se encontra.

Fontes próximas do processo referem que João Lourenço permanece sob cuidados intensivos e em coma induzido, situação que inviabiliza qualquer interacção com visitantes.

O acesso ao Presidente está sujeito a um rigoroso protocolo clínico, sendo as visitas autorizadas pela Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, em articulação com a equipa médica responsável pelo acompanhamento do Chefe de Estado.

As mesmas fontes adiantam que o governador da província do Cuanza Sul, Eugénio César Laborinho, também se deslocou recentemente ao InCor.

Ainda assim, tal como aconteceu com Mara Quiosa, apenas lhe terá sido permitido um contacto muito limitado, devido às restrições impostas pelo estado de saúde do Presidente.

De salientar que João Lourenço encontra-se no Brasil desde 22 de Junho, numa deslocação inicialmente anunciada pela Presidência da República como sendo de carácter privado e com duração prevista de três dias. A permanência do Chefe de Estado, contudo, prolonga-se há várias semanas.

O Imparcial Press revelou anteriormente que o Presidente está internado desde 23 de Junho no Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, onde recebe tratamento médico especializado.

Informações dão conta de que João Lourenço permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), submetido a um protocolo de sedação profunda, vulgarmente designado por coma induzido, procedimento utilizado para proteger o cérebro, reduzir o consumo de oxigénio e estabilizar o organismo perante um quadro clínico considerado crítico.

As fontes consultadas acrescentam que o Chefe de Estado sofreu dois acidentes vasculares cerebrais (AVC) em dias consecutivos, agravando significativamente o seu estado de saúde. Sustentam ainda que enfrenta um tumor maligno em fase de disseminação, descrito pela equipa médica como irreversível.

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