CNJ anuncia processo nacional de renovação de mandatos e novos critérios para associações juvenis
CNJ anuncia processo nacional de renovação de mandatos e novos critérios para associações juvenis
IKalu

O presidente do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), Isaías Kalunga, anunciou a abertura de um processo nacional de balanço e renovação de mandatos nas estruturas juvenis, da base ao topo, com o objectivo de revitalizar o movimento associativo em Angola.

Falando na cerimónia de abertura do Ano Associativo Juvenil 2026, realizada no último sábado, no município do Sumbe, província do Cuanza Sul, Isaías Kalunga disse que a Comissão Directiva vai propor à Mesa da Assembleia Geral a convocação das assembleias e a divulgação de um calendário eleitoral para as organizações da diáspora, bairros, comunas, municípios, províncias e órgãos nacionais do CNJ.

Segundo o dirigente, o processo deverá culminar com a eleição de novas lideranças ao longo de 2026, num ciclo que pretende transformar num “marco histórico” para a juventude angolana.

Isaías Kalunga criticou a existência de organizações juvenis nacionais sem documentação legal e com dirigentes que permanecem nos cargos há mais de uma década, defendendo o reforço dos critérios de adesão ao CNJ.

De acordo com o responsável, será proposta a exigência de que apenas organizações com pelo menos mil membros jovens, representação comprovada em mais de 11 províncias e relatórios regulares de actividades possam manter-se como membros, além da realização periódica de assembleias electivas.

“Queremos evitar que as associações sejam transformadas em empregos e que as lideranças se tornem vitalícias”, afirmou.

O presidente do CNJ considerou que a revitalização do associativismo permitirá que as organizações juvenis deixem de ser “um problema para o Estado” e passem a contribuir para a solução dos desafios enfrentados pelos jovens, nomeadamente no emprego, habitação e desenvolvimento comunitário.

No discurso, Isaías Kalunga reiterou o compromisso da organização em continuar a defender políticas públicas favoráveis à juventude, apelando à construção de mais escolas, à melhoria da qualidade do ensino, à criação de empregos e ao reforço dos programas habitacionais para jovens.

A cerimónia marcou a abertura oficial do Ano Associativo Juvenil 2026 e contou com a presença de responsáveis governamentais, antigos dirigentes do CNJ e líderes juvenis das 21 províncias do país.

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