
A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) esclareceu que apenas seis instituições financeiras estão autorizadas a receber intenções de compra no âmbito da Oferta Pública de Venda (OPV) de 15% do capital social da Unitel, decisão que poderá restringir a participação de outros operadores autorizados do mercado.
Em comunicado, a CMC informou que apenas o BFA Capital Markets, ÁUREA, Distribuidora Valor, Standard Invest, Eaglestone e a Hemera Capital Partners Securities constam do prospeto da operação como entidades colocadoras, sendo o Banco de Fomento Angola (BFA) e o Banco Caixa Geral Angola (BCGA) os correspondentes bancários autorizados.
O regulador sublinha que o prospeto constitui o único documento válido para informar os investidores sobre a operação, nos termos do artigo 291.º do Código dos Valores Mobiliários, recomendando ao público que confirme se a entidade com a qual pretende negociar integra a lista de intermediários autorizados.
A limitação da colocação das ações a um número reduzido de instituições surge numa altura em que o mercado angolano conta com outras sociedades distribuidoras e intermediários financeiros licenciados pela própria CMC, que ficam afastados de uma das maiores operações bolsistas realizadas no país.
Especialistas do mercado têm defendido que processos desta dimensão poderiam envolver um maior número de operadores, permitindo uma distribuição mais ampla das ordens de compra e fomentando a concorrência entre intermediários financeiros, com potenciais benefícios para os investidores.
A OPV da Unitel integra o Programa de Privatizações (PROPRIV) e decorre até 24 de julho, estando disponíveis 7,5 milhões de acções, correspondentes a 15% do capital social da operadora.
O preço por ação foi fixado entre 36 mil e 43 mil kwanzas, estando reservadas um milhão de ações (2% do capital) para os trabalhadores da empresa e 6,5 milhões (13%) para o público em geral. Com a operação, o Estado prevê arrecadar cerca de 300 mil milhões de kwanzas.