PCA da SonAir é acusado de perseguir pilotos após reclamarem bónus dos 50 anos da Sonangol
PCA da SonAir é acusado de perseguir pilotos após reclamarem bónus dos 50 anos da Sonangol
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Um grupo de pilotos da SonAir denunciou alegados actos de perseguição laboral após reclamar o pagamento do bónus atribuído no âmbito das comemorações dos 50 anos da Sonangol, benefício que afirmam não lhes ter sido concedido, ao contrário de outros trabalhadores do grupo.

Segundo fontes do Imparcial Press, a situação teve início depois de apresentarem reclamações internas pelo não pagamento do subsídio comemorativo. Em vez de uma resposta às reivindicações, afirmam ter sido alvo de medidas que consideram retaliatórias, incluindo a sua convocação para desempenhar funções administrativas, afastando-os das actividades de voo.

Os funcionários alegam ao Imparcial Press que a medida representa uma reclassificação profissional sem o seu consentimento e que, após recusarem a alteração das funções, passaram a ser alvo de registo de faltas consideradas injustificadas e de descontos salariais que classificam como ilegítimos.

De acordo com os denunciantes, as alegadas acções de retaliação terão sido conduzidas por responsáveis da empresa, entre os quais o presidente do Conselho de Empresa da SonAir, Alfredo Kaputu, o director de Operações de Voo, Carlos Novais, e um responsável do Departamento de Administração de Pessoal e Gestão de Carreiras, Issena Faleiro.

Os pilotos afirmam ainda que recorreram à Direcção de Recursos Humanos da Sonangol, empresa-mãe da SonAir, solicitando a intervenção da administração para a resolução do conflito, mas dizem não ter recebido qualquer resposta nem ter conhecimento da abertura de um processo interno de averiguação.

Conforme os funcionários, também foi remetida uma carta ao presidente do Conselho de Administração da Sonangol, sem que, até ao momento, tenha sido dada qualquer resposta.

Os denunciantes sustentam que o afastamento prolongado das funções de voo poderá comprometer as suas habilitações profissionais, uma vez que os pilotos comerciais estão sujeitos ao cumprimento de requisitos técnicos e operacionais, como horas mínimas de voo, exames médicos periódicos e treinos obrigatórios para manutenção das licenças.

Face ao impasse, os trabalhadores avançaram com acções judiciais de despedimento indireto, alegando receio de virem a ser despedidos por alegado abandono do posto de trabalho, na sequência do registo das faltas que consideram injustificadas.

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