Efectivos da Polícia Nacional no Uíge denunciam pagamentos a agentes falecidos e salários em atraso
Efectivos da Polícia Nacional no Uíge denunciam pagamentos a agentes falecidos e salários em atraso
comissário Ernesto Haiamunye

Efectivos do Comando Provincial da Polícia Nacional no Uíge solicitam ao Ministério do Interior e ao Comando Geral a realização de uma auditoria aos serviços de Recursos Humanos e à folha salarial da corporação, denunciando alegadas irregularidades no processamento de vencimentos.

Fontes do Imparcial Press afirmam que a direcção provincial dos Recursos Humanos continua a processar salários em nome de agentes já falecidos durante vários meses, situação que, caso se confirme, poderá causar prejuízos ao Estado.

“Enquanto que alguns efectivos em exercício de funções permanecem vários meses sem receber salários, alegadamente por terem sido classificados como desertores, apesar de continuarem a prestar serviço”, sustentam as mesmas fontes.

De acordo com as mesmas fontes, as situações resultam de falhas na gestão dos recursos humanos e no controlo da folha salarial, permitindo a manutenção de pagamentos indevidos e o não processamento dos vencimentos de agentes em efetividade de funções.

Entre os casos apontados consta o de um oficial da Polícia Nacional, identificado por José Manuel, que prestava serviço na Unidade Fiscal e terá falecido há cerca de um ano, mas o seu nome continua a constar da folha salarial, mantendo-se o processamento dos respectivos vencimentos e subsídios.

Os efetivos consideram ainda que a direcção do Comando Provincial da Polícia Nacional no Uíge, liderada pelo comissário Ernesto Haiamunye, não tem conseguido corrigir as irregularidades denunciadas e questionam a eficácia dos serviços de inspecção local na detecção e prevenção de eventuais práticas administrativas irregulares.

Face à situação, os denunciantes defendem a realização de uma inspecção e auditoria aos serviços de Recursos Humanos e à folha salarial do comando provincial, bem como o apuramento de eventuais responsabilidades disciplinares, civis e criminais, caso os factos venham a ser confirmados.

Os efetivos apelam igualmente ao ministro do Interior, Manuel Homem, e ao comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-geral Francisco Monteiro Ribas da Silva, para que adotem medidas que ponham termo aos alegados pagamentos indevidos e garantam o processamento regular dos salários dos agentes em serviço.

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