
Trabalhadores da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo denunciaram alegadas disparidades salariais e a atribuição de benefícios à administração da instituição, acusando a atual gestão de privilegiar os membros da direcção em detrimento dos restantes funcionários.
Segundo fontes do Imparcial Press, o presidente do conselho de administração (PCA), Manuel Francisco Pedro, aufere um salário-base de cerca de oito milhões de kwanzas, valor que, com subsídios, ascenderá a aproximadamente 14 milhões de kwanzas mensais.
Os administradores executivos Adriano Celso Borja, Carla Silvestre, Sebastião Cambanza e Amorbelo Sitongua, terão uma remuneração-base de cerca de 4,85 milhões de kwanzas, atingindo cerca de 11,7 milhões de kwanzas com subsídios, enquanto técnicos, trabalhadores da limpeza e motoristas auferem, segundo as mesmas fontes, salários na ordem dos 350 mil, 200 mil e 150 mil kwanzas, respetivamente.
Os denunciantes afirmam ainda que a atual administração procedeu recentemente à aquisição de viaturas para dirigentes e chefes de departamento, incluindo modelos Suzuki Vitara e Changan S35, bem como à atribuição de cartões de compras e à construção de cerca de 700 residências, das quais, 17 se destinam a directores da instituição, nomeadamente: Aguinaldo Delgado (director de Infraestrutura e Manutenção), David Nessa (director de Tecnologias e Informação), Elisângela Comba (directora do Gabinete de Apoio ao Conselho de Administração), Elsa Raimundo (directora de Contabilidade e Finanças), Francisca dos Santos (directora de Recursos Humanos), Pedro Manuel (director de Sustentabilidade), Getisêmane Miguel (director Jurídico), Helga Vicente (directora de Estudos, Projectos e Urbanismo), Hamilton Meireles (director Comercial), Jaime Ferreira (director de Comunicação e Marketing), Ricardo Carvalho (director de Intercâmbio e Negócios), Marcos Matias (director dos Serviços Gerais), Sérgio Dambi (director de Logística), Sérgio Andala (director de Auditoria e Compliance), Teresa Fortunato (directora de Responsabilidade Social), Verdim Pandieira (director de Planeamento) e Pedro Magalhães (director de Segurança e Vigilância).
As críticas estendem-se igualmente à realização de viagens ao exterior apresentadas como acções de formação, que, segundo os trabalhadores, beneficiariam recorrentemente os mesmos funcionários ligados à direção.
Os denunciantes questionam ainda a contratação de empresas externas para serviços de limpeza, alegando que essas tarefas já são asseguradas por trabalhadores efetivos da instituição.