Padrinho da ministra das Finanças passa a auferir mais de 15 milhões de kwanzas por mês no FGC
Padrinho da ministra das Finanças passa a auferir mais de 15 milhões de kwanzas por mês no FGC
Luzayadio Simba

O presidente do Conselho de Administração do Fundo de Garantia de Crédito (FGC), Luzayadio Simba, passou a auferir mais de 15 milhões de kwanzas por mês, na sequência de uma actualização salarial efectuada nos últimos meses. Até ao ano transacto, o padrinho de casamento da ministra das Finanças ganhava cerca de 12 milhões de kwanzas.

Fontes do Imparcial Press afirmam que, além da nova remuneração mensal, o PCA do FGC beneficia de um prémio anual de 70 milhões de kwanzas, valores que, a confirmarem-se, representam um aumento significativo face à remuneração anteriormente atribuída ao responsável.

Em Março de 2025, o Imparcial Press noticiou que Luzayadio Simba recebia cerca de 12 milhões de kwanzas mensais, enquanto os administradores da instituição auferiam, segundo fontes do jornal, 11 milhões de kwanzas cada.

A actualização salarial surge num contexto de críticas de trabalhadores à estrutura remuneratória do FGC. Segundo as fontes, funcionários que ocupam cargos de direcção recebem menos de 600 mil kwanzas mensais, enquanto alguns trabalhadores próximos da administração terão remunerações superiores a 900 mil kwanzas.

As mesmas fontes acusam ainda Luzayadio Simba de favorecer familiares e pessoas próximas nos processos de contratação e na definição das remunerações da instituição, alegações que não foram acompanhadas de documentação pública que permita confirmá-las.

O Imparcial Press já tinha publicado, em Fevereiro de 2025, uma investigação na qual fontes internas acusavam a administração de Luzayadio Simba de nepotismo, abuso de poder e falta de transparência na gestão do FGC.

Na altura, este jornal referiu igualmente a proximidade entre o PCA e a família da ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, indicando que Simba é padrinho do marido da governante.

No mês seguinte, em Março, o Imparcial Press voltou a abordar a gestão do FGC, noticiando alegações de utilização de recursos da instituição para benefícios pessoais, atribuição de bónus e aquisição de viaturas de elevado valor. A mesma publicação indicava que o PCA recebia 12 milhões de kwanzas mensais.

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