Segunda volta das eleições no Brasil: um desafio para o marketing político – Miguel Kitari
Segunda volta das eleições no Brasil: um desafio para o marketing político - Miguel Kitari
Lula e bolso

O Brasil prepara-se para o segundo turno da eleição presidencial, com dois candidatos, Luiz Inácio Lula da Sila e Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno das eleições presidenciais à frente de Luiz Inácio Lula da Silva com 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente em funções obteve 45,16%, uma figura muito conhecida além das fronteiras brasileiras.

O facto constitui um desafio claro para os estudiosos de Marketing político.
O que se passou para Lula do PT, com políticas muito populista, ser ultrapassado pelo filho de Jair Bolsonaro?
O que será da segunda volta?

São perguntas que o Marketing político deve buscar respostas para que o mundo possa entender o caso Bolsonaro Filho verso o “gigante” político Luiz Inácio Lula da Silva.

É, para já, um caso que faz soar os alertas para alguns Presidentes em funções e que têm a reeleição como favas contadas.

Lula da Silva, que já governou o Brasil em dois mandatos seguindo, apadrinhou a campanha de Dilma Rousseff eleita em 2014, e foi destituída do cargo (sofreu impeachment) em 31 de agosto de 2016.

Com esse histórico na política, Lula não teve folego para ultrapassar Flávio Bolsonaro, Senador da República pelo Rio de Janeiro, eleito em 2018 e ocupa uma das cadeiras do Rio de Janeiro no Senado Federal desde fevereiro de 2019.

Lula, o reformista e conhecedor profundo da política brasileira e mundial, muito aplaudido dentro e fora do seu país, foi impotente perante um “jovem” candidato que agora diz-se, por lá, que se for eleito no segundo turno, vai indultar o seu pai, Jair Bolsonaro, que se encontra preso.

O caso do Brasil é uma lição que devemos todos aprender enquanto entusiastas da política mundial. O caso impõe uma grande reflexão na forma de fazer campanha, sobretudo na formulação da estratégia política para cada circulo eleitoral, tendo sempre em atenção o momento político.

É como quem diz: muda-se os tempos, mudam-se as vontades. Entretanto, tudo será decidido no próximo dia 25.

*Jornalista

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