
A Tanzânia prevê reabrir a sua Embaixada em Angola até ao segundo semestre de 2027, numa iniciativa destinada a reforçar as relações político-diplomáticas e dinamizar a cooperação económica e comercial entre os dois países.
A intenção foi abordada em Luanda, durante um encontro entre o ministro angolano das Relações Exteriores, Téte António, e o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da África Oriental da Tanzânia, Mahmoud Thabit Kombo, segundo uma nota de imprensa do Ministério das Relações Exteriores (MIREX).
Na reunião, os dois governantes analisaram igualmente as possibilidades de ligação da Tanzânia ao Corredor do Lobito, infra-estrutura estratégica de transporte e logística considerada relevante para facilitar o comércio regional e o acesso aos mercados internacionais.
As perspectivas de cooperação no sector dos recursos minerais estiveram também entre os assuntos abordados, tendo em conta o interesse comum no aprofundamento das relações económicas bilaterais.
A Embaixada da Tanzânia em Luanda foi encerrada na década de 1990, no quadro de medidas de contenção financeira que levaram o país a reduzir a sua rede de representações diplomáticas no estrangeiro.
A intenção de restabelecer a missão diplomática foi anunciada novamente em 2024, com previsão de abertura em 2025, prazo que não se concretizou, sendo agora apontado o segundo semestre de 2027 como horizonte para a reabertura.
A reposição da representação diplomática poderá facilitar o diálogo institucional, os contactos empresariais e a identificação de oportunidades de investimento e cooperação entre os dois países.
Durante o encontro, Mahmoud Thabit Kombo enalteceu ainda os esforços do Presidente angolano, João Lourenço, em prol da paz e da reconciliação no continente africano, enquanto Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África.
A reunião decorreu à margem da IV Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência, realizada entre 22 e 23 de Outubro, no Palácio das Convenções de Luanda.
Angola e Tanzânia mantêm relações históricas de amizade e solidariedade, associadas aos movimentos de libertação nacional africanos, com a reabertura da embaixada a surgir como uma oportunidade para reforçar os laços políticos e económicos entre os dois Estados.