Enfermeiros angolanos clamam por aumento salarial e pagamento de subsídios
Enfermeiros angolanos clamam por aumento salarial e pagamento de subsídios
Snd Enfermagem

O presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros de Angola (SNEA), Cruz Matete, afirmou nesta segunda-feira, em Caxito, província do Bengo, que os profissionais da enfermagem continuam a enfrentar desafios significativos no que diz respeito às condições laborais e sociais.

Entre as principais reivindicações da classe destacam-se o aumento salarial, o pagamento de subsídios referentes à fase crítica da pandemia da Covid-19, bem como o reforço do apoio social e a compensação pelas horas extraordinárias.

Durante o acto central alusivo ao Dia Internacional do Enfermeiro, realizado no Instituto Social das Forças Armadas Angolanas (FAA), Cruz Matete apelou ao Executivo para a adoção de medidas urgentes que garantam melhores condições de trabalho para os enfermeiros, reconhecendo, no entanto, os avanços registados nos últimos anos.

Segundo o sindicalista, o Governo tem realizado investimentos importantes no setor da Saúde, como a construção de novas unidades hospitalares e a realização de concursos públicos, que permitiram o ingresso de mais de 46 mil profissionais — entre médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e apoio hospitalar, além de assistentes sociais.

Mais de 100 mil enfermeiros registados no país

O bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Angola (ORDENFA), Eduardo Caiangula, revelou que a instituição controla atualmente cerca de 125 mil enfermeiros, entre os setores público e privado.

Segundo afirmou, cerca de 70% destes profissionais estão alocados a unidades sanitárias no país, enquanto os demais se encontram em processo de especialização, incluindo formações no exterior.

Caiangula manifestou preocupação com a sobrecarga enfrentada por muitos profissionais de enfermagem, ao salientar que não é admissível que dois enfermeiros tenham de atender entre 50 a 100 pacientes por dia, realidade verificada em diversas unidades hospitalares do país.

O bastonário apelou ao Ministério da Saúde para que continue a investir de forma consistente na qualificação de quadros, assim como na construção e modernização de infraestruturas hospitalares, de modo a garantir melhores condições de assistência e dignidade no exercício da profissão.

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