
A Embaixada de Angola em França vive um ambiente de forte tensão interna, marcado pela suspensão de vários funcionários e por alegadas divergências entre membros da missão diplomática, situação que estará a afectar o normal funcionamento da representação angolana em Paris.
Nos últimos dias, a embaixadora extraordinária e plenipotenciária da República de Angola em França, Guilhermina Contreiras da Costa Prata, decidiu suspender três funcionários afectos às áreas dos transportes e da segurança, designadamente Sandra Lousada, Francisco Tondele e Eduany Araújo, numa medida que surge após a divulgação de notícias pelo Imparcial Press sobre o funcionamento interno da missão diplomática.
As suspensões estão a ser interpretadas, nos corredores da embaixada, como parte de um processo de represálias internas, alimentando um clima de receio entre os funcionários, que admitem a possibilidade de novas medidas disciplinares.
O ambiente de trabalho é descrito como cada vez mais deteriorado, sendo apontadas profundas divisões entre diplomatas e funcionários administrativos, num conflito interno que, segundo relatos, se tem intensificado nos últimos meses.
Outro dos aspectos que tem gerado descontentamento prende-se com o alegado protagonismo de um funcionário identificado apenas como Joaquim, que vem juntamente com a embaixadora – aquando da sua nomeação ao cargo – que desempenha a função de motorista da missão diplomática, mas que desempenharia actualmente funções de segurança junto da embaixadora.
Segundo as informações recolhidas pelo Imparcial Press, este funcionário “bufo” terá conquistado elevada influência nas decisões internas da missão, sendo acusado de transmitir informações à chefe da representação diplomática e de contribuir para o agravamento do ambiente de desconfiança entre os trabalhadores.
Nos bastidores, circula ainda a alegação de que a liderança da missão diplomática terá assumido uma postura de “quem não está comigo, está contra mim”, criando um ambiente de pressão sobre os funcionários e aumentando o receio de novas suspensões.
A situação está a gerar preocupação entre os funcionários, que consideram que o conflito interno já ultrapassou o plano das divergências institucionais e passou a afectar directamente o corpo funcional da embaixada.