
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) anunciou, esta sexta-feira, a detenção do presumível autor dos disparos que provocaram a morte de um efectivo da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) e de um mototaxista, no município de Viana, em Luanda, no passado dia 16 de Julho.
Em comunicado enviado à redacção do Imparcial Press, o SIC informa que o principal suspeito é Emanuel Basílio do Espírito Santo, conhecido pelos vulgos “Fábio” ou “H. Mau”, de 33 anos, agente de Investigação Criminal de 2.ª Classe, colocado no Departamento de Investigação Criminal de Viana.
Segundo a instituição, o suspeito encontrava-se em fuga, mas apresentou-se voluntariamente às autoridades, acompanhado por familiares, tendo sido imediatamente detido no âmbito do processo-crime em curso.
No mesmo processo, foi igualmente detido o superintendente de Investigação Criminal e chefe do SIC Viana, de 45 anos, por alegadamente ter tomado conhecimento dos factos e não ter comunicado a ocorrência aos seus superiores, nem adoptado medidas contra o subordinado apontado como presumível autor dos disparos.
Além do processo-crime, o SIC instaurou processos disciplinares contra os efectivos envolvidos, assegurando que serão aplicadas as sanções previstas na lei.
Os dois detidos serão presentes ao Ministério Público para os trâmites legais, enquanto prosseguem as diligências destinadas ao esclarecimento integral do caso.
Segunda vítima identificada
No mesmo comunicado, o SIC revelou ter identificado a segunda vítima mortal do incidente, que inicialmente permanecia por identificar.
Trata-se de António Jorge Pedro Fernando, de 23 anos, mototaxista, que conduzia uma motorizada da marca Kawasaki, sem matrícula, transportando o efectivo da PIR, Joaquim Afonso Cardoso Gunza, de 33 anos, quando ambos foram interceptados.
Segundo a versão anteriormente divulgada pelo SIC, as duas vítimas foram levadas para o interior da Esquadra da Vila Azul, onde terão sido baleadas durante um desentendimento.
Os corpos foram posteriormente abandonados na via pública, no bairro Belo Horizonte, numa alegada tentativa de ocultar o crime.
Na sequência das investigações, o SIC já havia detido o comandante da Esquadra da Vila Azul, um chefe de pelotão, um graduado de serviço e outro agente de Investigação Criminal, suspeitos de participação no homicídio e no alegado encobrimento dos factos.
O Serviço de Investigação Criminal reafirmou o compromisso com o esclarecimento do caso, sublinhando que a conduta dos seus efectivos deve pautar-se pelo respeito da lei e dos direitos dos cidadãos, advertindo que actos desta natureza podem resultar em sanções disciplinares severas, incluindo a expulsão da corporação.