
Empresários agrícolas e camponeses das províncias do Cubango e Cuando queixam-se da morosidade do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) na análise de pedidos de financiamento, afirmando que existem processos submetidos há mais de dois anos sem qualquer decisão.
Ao Imparcial Press, os promotores agrícolas manifestam preocupação com os atrasos, que, segundo dizem, estão a comprometer investimentos na produção de milho, feijão, mandioca e na criação de gado, num contexto em que o país procura aumentar a produção nacional e reduzir a dependência das importações alimentares.
“Existem promotores com processos submetidos há mais de dois anos que, até à presente data, não obtiveram resposta, aprovação ou indeferimento”, referem.
Os lesados consideram que a demora na apreciação dos pedidos de crédito está a inviabilizar projectos agrícolas e alertam para o risco de perda da actual época agrícola, defendendo que o acesso atempado ao financiamento é determinante para o aumento da produção.
No entanto, apelam à intervenção do Ministério da Agricultura e Florestas, dos governos provinciais do Cubango e do Cuando e da direção nacional do FADA, solicitando a adoção de medidas para acelerar a tramitação dos processos.
Entre as reivindicações constam a resposta imediata aos pedidos pendentes há mais de seis meses, a criação de balcões de atendimento e informação do FADA nas duas províncias e a definição de prazos públicos e claros para a apreciação dos processos de financiamento.
Os produtores alertam ainda que a situação está a provocar o abandono da actividade agrícola por parte de alguns jovens, além de contribuir para o aumento do custo de vida nas duas províncias.
“O campo não pode esperar. Quem produz precisa de crédito a tempo. Sem financiamento não há colheita para os mercados”, salientam, solicitando igualmente uma audiência com as entidades competentes para discutir mecanismos que permitam acelerar a análise dos processos pendentes.