Chefe dos Recursos Humanos do Tribunal da Comarca de Viana acusada de integrar funcionários “fantasmas”
Chefe dos Recursos Humanos do Tribunal da Comarca de Viana acusada de integrar funcionários "fantasmas"
felismina

O Tribunal da Comarca de Viana voltou a ser alvo de denúncias relacionadas com alegadas irregularidades administrativas, desta vez envolvendo o processo de integração de novos funcionários na sequência do concurso público promovido pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ).

Segundo informações chegadas ao Imparcial Press, a responsável pelos Recursos Humanos da instituição, Felismina Silva, é acusada de alegado envolvimento num esquema de integração de funcionários “fantasmas”, bem como de possíveis irregularidades na emissão de algumas guias de ingresso utilizadas para a colocação de candidatos.

De acordo com as denúncias, os novos funcionários já foram integrados e iniciaram funções, apesar de persistirem dúvidas sobre a legalidade de alguns processos de admissão.

As acusações defendem que determinadas integrações deverão ser alvo de averiguações por parte das entidades competentes, de modo a esclarecer se todos os procedimentos obedeceram às normas do concurso público.

As denúncias surgem numa altura em que o Tribunal da Comarca de Viana enfrenta sérios constrangimentos de espaço e de condições de trabalho.

Fontes ligadas à instituição referem que o elevado número de funcionários actualmente em exercício ultrapassa a capacidade física das instalações, obrigando alguns trabalhadores a desempenharem funções de pé por falta de gabinetes, secretárias e cadeiras.

A insuficiência de condições logísticas tem provocado um ambiente de tensão entre os funcionários, sendo frequentes os desentendimentos nos cartórios devido à disputa por espaço de trabalho.

O Tribunal da Comarca de Viana tem sido, nos últimos anos, alvo de diversas críticas relacionadas com o seu funcionamento. Entre as principais queixas figuram a morosidade processual, dificuldades administrativas, limitações de infra-estruturas e insuficiência de meios materiais, problemas que têm motivado reclamações de advogados, utentes e funcionários judiciais.

As novas denúncias poderão aumentar a pressão sobre o Conselho Superior da Magistratura Judicial, entidade responsável pela gestão administrativa dos tribunais judiciais, caso sejam confirmadas eventuais irregularidades no processo de recrutamento e integração de pessoal.

Funcionários da instituição defendem a realização de uma auditoria aos processos de ingresso e à gestão dos recursos humanos, considerando que a transparência no recrutamento é fundamental para garantir a credibilidade do sistema judicial e restaurar a confiança dos trabalhadores e dos cidadãos.

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